Terra sob ataque de uma Estrela Invísivel?




Um objeto sombrio pode estar a nossa espreita próximo ao sistema solar. Pode ate parecer uma ideia que saiu de algum roteiro de filme de ficção cientifica, mas existem alguns cientistas que afirmam que existe este possivel objeto, e que poderia ser uma estrela invisível com cinco vezes o tamanho de Júpiter, e a responsável pelas extinções em massa que ocorrem na Terra a cada milhões de anos o que explicaria  a possível extinção dos dinossauros.

Segundo os cientistas da NASA esta estrela pode ser uma estrela do tipo anã vermelha ou uma anã marrom. Está historia é antiga mas volta a ser debatida entre os cientistas. Batizado de Nêmesis, ou estrela da morte esta estrela poderia formar um "sistema binário" com o nosso sol. Onde a orbita entre eles se cruzariam mais as estrelas nunca se chocariam porque elas sempre ficariam de lados opostos do centro de massa, que seria o ponto central entre elas.

A orbita de Nêmesis
Estrelas em "sistemas binários" orbitam um ponto central ("centro de massa") que fica perto da estrela maior. As órbitas se cruzam, mas as estrelas não se chocam, porque elas estão sempre de lados opostos do centro de massa (indicado com um "X"). Esse diagrama, fora de escala, mostra como Nêmesis - se é que existe - pode orbitar o Sol.

Estima-se que Nemêsis esteja a 1 a 3 anos-luz do Sol. Na escala abaixo aparece também a estrela mais próxima do Sol de que se tem conhecimento, a Proxima Centauri. Na escala, Plutão fica perto demais para ser indicado.

A hipótese se existir Nêmesis explicaria as extinsão dos dinossauros. Os paleontologistas afirmam que nos últimos 250 milhões de anos a vida na Terra sofreu extinção em ciclos de 26 milhões de anos. Alguns astrônomos sugerem que essas catástrofes são causadas por impactos de cometas. O que já foi constatado através da descoberta, em vários pontos do planeta, de material de origem extraterrestre, caracterizado principalmente por uma superabundância em irídio e outros elementos pesados. Esse material extraterrestre foi submetido a uma onda de choque - somente explicável admitindo-se a ocorrência de um impacto violentíssimo - exatamente na camada geológica que define a fronteira entre o Cretáceo (último período da Era Mesozóica, na qual os dinossauros eram as formas terrestres dominantes) e a Era Cenozóica (onde os mamíferos se disseminaram). 

Um caso famoso é o impacto de um asteróide há 65 milhões de anos que promoveu a extinção dos dinossauros, ou outro o evento de Tunguska na Rússia em 1908, com efeito equivalente a uma bomba atômica cem vezes mais poderosa que a de Hiroshima, que e derrubou 80 milhões de árvores, devastando uma área de mais de mil quilômetros quadrados. A sorte, nesse caso, é que a explosão se deu sobre a Sibéria, area desabitada.

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A questão é que o nosso Sistema Solar é rodeado por uma vasta coleção de corpos gelados chamada de Nuvem de Oort, restos da nuvem que colapsou para formar nosso Sol e, por consequência, os planetas. Se o Sol faz parte de um sistema binário como mostra a figura acima, certas configurações nas órbitas do par deveria dar um puxão gravitacional nesse objetos gelados da Nuvem de Oort, arrancando um deles na direção do Sistema Solar. A hipótese do Sol ter uma companheira é estranha, mas não é absurda. Na verdade, mais de um terço das estrelas da nossa Galáxia estão em sistemas com pelo menos duas estrelas. 


Sedna pode ser uma pista. O planeta-anão Sedna com uma orbita de 12.000 anos, aquele mesmo que propiciou a discussão e o posterior rebaixamento de Plutão, é um objeto esquisito. Segundo Mike Brown, seu descobridor, ele não deveria estar onde está. Segundo Brown, não há como explicar sua órbita, pois ele nunca está próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol, mas também nunca está longe o suficiente para ser afetado pelas outras estrelas. Em suma, o que prende Sedna ao Sistema Solar? Além disso, a maioria dos cometas que chegam ao Sistema Solar interior (para "dentro" da órbita da Terra) parece vir de uma mesma região da Nuvem de Oort.


Esses fatos dão força à hipótese de Nêmesis, que teria de ter entre 3 e 5 massas de Júpiter no mínimo. Para esse limite de massa, ou mesmo para algumas dezenas de vezes a massa de Júpiter, esse objeto seria um planeta massivo ou uma anã-marrom. Em ambos os casos, seria praticamente indetectável no visível, mas muito brilhante no infravermelho. Mesmo Mark Brown já admitiu que esse objeto, se existir, seria muito pequeno, estaria muito longe e seria muito lento. Facilmente ele passaria desapercebido nas suas observações.

Mas essa história pode mudar. Em janeiro deste ano foi liberada uma imagem
pelo Observatório Europeu do Sul, que está mapeando o céu todo em infravermelho. Com um campo de visão bem amplo e uma sensibilidade fantástica, o satélite tem por objetivo detectar mil anãs-marrons a distâncias de até 25 anos-luz da Terra. 
Nesta imagem liberada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), mostra uma anã marrom abaixo da AB Pictoris. Com ajuda do poderoso Very Large Telescope - um conjunto de quatro fantásticos instrumentos pertencentes ao Paranal Observatory,  do ESO, e que estão localizados no Chile, captaram com exposições de infravermelho e o equipamento de óptica adaptativa chamado NACO, capaz de compensar o efeito de obscurecimento produzido pela nossa atmosfera. Conseguiram captar a imagem acima, ela foi obtida no dia 16 de março de 2003 com o detector NACO acoplado ao VLT do ESO. A mancha negra no centro de AB Pic deve-se à máscara usada para diminuir a intensidade da luz emitida pela estrela que alcança o detector. os astrônomos observaram o sistema AB Pic em diferentes épocas ao longo de um ano e meio.

Essas observações confirmaram que a companheira de AB Pictoris não é um objeto de fundo que por acaso está projetado próximo a ela. Cálculos de modelos evolutivos mostram que esse objeto pode ter ate uma massa 13 a 14 vezes superior àquela do planeta Júpiter e uma temperatura da ordem de 1700 Kelvin.

Essa história de Nêmesis é bem antiga e sempre surgem controversias. Agora ele volta a ser discutido e pode ser efetivamente comprovado em alguns anos. O negócio é aguardar!

FONTES:
TheHindu

8 comentários:

  1. Sempre gostei de astronomia especulativa. Fazia coleção de Superinteressante's só por causa do Mapa do Céu. Ficava horas observando o céu, quando era mais jovem e não tinha ainda catarata.

    Muito bom o artigo!!

    Abçs!

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  2. se isso for verdade, então mais uma vez um povo muito antigo sabia mais do universo do que nosso cientistas:

    Os povos da mesopotâmia deixaram em suas esculturas, representações do céu que mostram o sistema solar com 12 corpos, sendo eles:
    Sol, Lua, Terra, Mercúrio, Vênus,Marte, Jupter, Saturno, Urano, Netuno, Plutão e Nibiru, um corpo gigantesco que eles acreditavam existir na periferia de nosso sistema, corpo que eles ainda afirmavam ser mais quente que Plutão por possuir seu próprio calor, mas em suas histórias falavam que esse calor estava diminuindo (compatível com uma anã-marrom).

    Ninguém sabe como eles sabiam disse, outros povos já demonstraram ter conhecimentos sobre o assunto.

    Mais uma vez um povo com mais de 3000 anos deixa nossos "especialistas" no chinelo.

    Adorei a matéria, parabéns por ela e pelo blog.

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  3. Posso estar falando a maior besteira do mundo, mas...

    1500ºK é uma temperatura baixíssima para uma estrela, é equivalente a uns 1300ºC. Levando em conta que existem metais que só se fundem a uma temperatura muito alta em condições normais de pressão, nessa "estrela" chegariam a existir metais em estado bruto, incluisive.

    Levando em conta que as reações de fusão nuclear que ocorre nas estrelas libera uma quantidade altíssima de calor, de alguns milhões de graus no centro e uns 4 mil na periferia, pode-se perceber que a temperatura é relativamente baixa.

    E=MC² é uma fórmula criada por Einstein e, que comprova uma relação existente entre Energia, Massa e uma Constante (velocidade da luz no vácuo). Bom, através dessa fórmula conclui-se que energia possui massa. Quer dizer:

    1 - Calor é energia. Logo, corpos quentes possuem massa elevada. Uma estrela, na ordem dos milhoes de graus, possui uma massa extremamente grande e são extremamente densos. Vamos a outra fórmula: F = G. (m1.m2/d²) De acordo com esta fórmula, dois corpos com massa exercem um campo gravitacional entre si. Quanto maior a massa, maior o campo gravitacional. Um corpo formado basicamente por hidrogênio e hélio, como são as estrelas, possuem uma massa muito pequena. O que faz com que tenham massa elevada é a temperatura, pois ela é energia, e energia é massa. Compare a massa de uma estrela de milhoes de graus e uma de temperatura baixa, como a citada. O campo gravitacional vai ser relativamente pequeno. Pelo menos, pequeno demais para que um corpo a 1,5 ano luz sofra grande interferência em sua órbita influenciado pelo Sol. Logo, sua órbita não sería elíptica com um ponto em comum com o sol.

    2- Mesmo que seja uma estrela e passe próximo ao sol, a temperatura e a força gravitacional são pequenas demais para causar algum efeito na Terra. Pelo menos a princípio. Sabemos que estrelas também lançam radiaçao, ondas eletromagnéticas e enfim, podem haver consequencias, mas acredito que problemas de comunicação eletrônica, principalmente.

    Continuando com os efeitos da radiaçao e eletromagnetismo: essa interferência é detectada por aparelhos específicos e não seria muito difícil comprovar a existência ou não de um corpo dessa dimensão próximo.

    Bom, sabemos que a ciência nunca é exata. As verdades de hoje podem se provar enganos amanhã. Talvez sejamos surpeendidos por pesquisas e testes que comprovem a existência deste corpo. Mas particularmente, acredito que se existisse, já teríamos conhecimento. Mas vai saber... Como dizia Joseph Klimber, a vida é uma caixinha de surpresas...

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  4. Legal. Gostei do artigo. Eu já publiquei uma postagem sobre o mesmo assunto, mas não tinha essa foto que você mostrou. Muito bom.

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  5. Gostei muito, meu amigo, artigo muito interessante e que dá muito em que pensar.

    Parabéns pelo excelente blog!

    Abraços de Portugal

    Sarmento

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  6. Mais um a que pode ser ficção,fantasia ou verdade,muito bem explicado em sua postagem..valeu...fuiiii

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  7. Muito legal... mistérios aqui, ali... e lá!

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